Quando se vem a Bahia especialmente em Salvador, uma das primeiras coisas em que pensamos é conhecer o acarajé, quitute típico da região, vendido pelas famosas baianas de tabuleiro.
O acarajé, o principal atrativo no tabuleiro, é um bolinho característico do candomblé, o nome é uma palavra composta da língua iorubá: “acará” (bola de fogo) e “jé” (comer), ou seja, “comer bola de fogo”. Sua origem é explicada por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas, Oxum e Iansã. O bolinho se tornou, assim, uma oferenda a esses orixás, especialmente Iansã. Este fato é de suma importância para a preservação da forma de elaboração e da cultura da comercialização deste produto em tabuleiros, pois, mesmo sendo vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. O acarajé vendido pelas baianas, entretanto, são mais carregados no tempero e mais saborosos do que os dos orixás.
De feijão fradinho moído, batido posteriormente com cebola ralada, água, sal e depois frito em azeite de dendê é feito o principal produto da culinária baiana - o acarajé - Frito na hora, o acarajé vem recheado com complementos: vatapá, caruru, salada, pimenta e camarão seco.
Outra famosa iguaria do tabuleiro da baiana é o abará, feito com a mesma massa do acarajé, só que cozido, que pode ser também acompanhado de caruru, vatapá, camarão seco, salada e pimenta.
O caruru é um prato típico da Bahia feito de quiabo picado, camarão seco e azeite de dendê. Já o vatapá é comum na Bahia e no Norte do Brasil, feito à base de pão ou farinha, amendoim, castanha de caju, leite de coco, azeite de dendê, camarão e temperos.
Nos tabuleiros das baianas encontramos também iguarias doces, caso da cocada e do bolinho de estudante. Embora seja possível encontrar cocada em vários lugares do país, a vendida pelas baianas costuma ser aquela de receita mais tradicional e feita artesanalmente, feita de coco (cocada branca) ou coco queimado, e sem ingredientes como o leite de coco ou leite condensado, o que a torna mais seca, porém não menos saborosa.
Já o bolinho de estudante é um doce frito feito basicamente à base de farinha de mandioca granulada, açúcar, coco ralado e leite de coco, e costuma ser servido polvilhado com açúcar e canela. Ele recebeu esse nome por ser uma iguaria barata, popular entre estudantes.
Referências bibliográficas
GASPAR, L. Baianas de Acarajé. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar>.
CATARINO, C. Baianas do acarajé: uma história de resistência. IPHAN – Revista Eletrônica. Disponível em: <http://www.labjor.unicamp.br/patrimonio/materia.php?id=65>.
VB Bureau de Projetos e Textos. Acarajé Alimento Sagrado. Correio Gourm@nd. Disponível em: <http://correiogourmand.com.br/info_01_cultura_gastronomica_03_cozinhas_do_mundo_brasil_acaraje.htm>.
Referências bibliográficas
GASPAR, L. Baianas de Acarajé. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar>.
CATARINO, C. Baianas do acarajé: uma história de resistência. IPHAN – Revista Eletrônica. Disponível em: <http://www.labjor.unicamp.br/patrimonio/materia.php?id=65>.
VB Bureau de Projetos e Textos. Acarajé Alimento Sagrado. Correio Gourm@nd. Disponível em: <http://correiogourmand.com.br/info_01_cultura_gastronomica_03_cozinhas_do_mundo_brasil_acaraje.htm>.
Eu Já Comi. O que é que a baiana tem? Disponível em: <http://www.eujacomi.com.br/o-que-e-que-a-baiana-tem/>.




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